terça-feira, 26 de julho de 2011


Sinto sua falta. É o que quero lhe dizer. Sinto falta dos seus beijos quentes e carinhosos. Do seu toque macio, das nossas conversas, das risadas escandalosas no meio da noite e até mesmo de quando ficávamos em silêncio de mãos dadas. Lembra de quando íamos ao cinema? Ao contrário de muitos casais, íamos sem motivo especial, não precisava ser dia do namorados, aniversário de namoro, casamento.... Não. Só pelo prazer da companhia. Só pra tá mais perto. Sinto falta de quando do nada, no meio do jantar, depois de um dia cansativo, você agarrava minha mão, me olhava sério, e dizia: Te amo. Assim, sem mais nem menos. Só porque você me amava e sentia necessidade de dizer isso, de demonstrar. Sinto falta de quando me beijava tão desesperadamente como se sua vida dependesse daquilo, como nenhum homem antes fez. Quando estávamos juntos era só isso que importava e eu não tinha dúvidas eu era a única mulher em sua mente. O céu podia desabar lá fora, uma vaca poderia dar a luz a um cachorro e o mar poderia ficar violeta, se a nossa cama continuasse inteira, não parávamos. Sinto falta daquele nosso amor que aconteceu ontem, mas quando lembro, parece filme antigo que tá sendo exibido em uma tarde chuvosa no canal de clássicos. Sinto falta de quando sussurrava ao meu ouvido que eu era sua. Ah, como eu gostava de ser sua. Como eu gostava também do fato de que você fosse meu. Às vezes, eu até me perguntava como eu tinha conseguido. Te observava conversar com teus amigos e sentia tanto orgulho por saber que aquela confiança toda, aquele sorriso brincalhão, aquele corpo firme, aquilo tudo era meu. Só meu, de mais ninguém. Sinto tanto a sua falta e acho que você nem imagina isso, mesmo dormindo no lado esquerdo da minha cama todos os dias.

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